OS CIGANOS NOS LEGARAM BENS PRECIOSOS COMO: O AMOR A LIBERDADE E A NATUREZA,A SABEDORIA DE VIVER E OS CONHECIMENTOS ESOTERICOS PELOS QUAIS É POSSÍVE…




TRADIÇÕES:




O Povo Cigano é guardião da LIBERDADE. Seu grande lema é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas.
A vida é uma grande estrada, a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o CarroceiroEsse povo canta e dança tanto na alegria como na tristeza pois para o cigano a vida é uma festa e a natureza que o rodeia a mais bela e generosa anfitriã.
Onde quer que estejam, os ciganos são logo reconhecidos por suas roupas e ornamentos, e, principalmente por seus hábitos ruidosos.
São um povo cheio de energia e grande dose de passionalidade. São tão peculiares dentro do seu próprio código de ética; honra e justiça; senso, sentido e sentimento de liberdade que contagiam e incomodam qualquer sistema.
O líder de cada grupo cigano, chama-se Barô/Gagú e é quem preside a Kris Romanis (Conselho de Sentença ou grande tribunal do povo rom) com suas próprias leis e códigos de ética e justiça, onde são resolvidas todas as contendas e esclarecidas todas as dúvidas entre os ciganos liderados pelos mais velhos.
O mestre de cura (ou xamã cigano) é um Kakú (homem ou mulher) que possui dons de grande para-normalidade. Eles usam ervas, chás e toques curativos.
Os ciganos geralmente se reúnem em tribos para festejar os ritos de passagem: o Nascimento, a Morte, o Casamento e os Aniversários; e acreditam na Reencarnação (mas não incorporam nenhum espírito ou entidade). Estão sempre reunidos nos campos, nas praias, nas feiras e nas praças.
O misticismo e a religiosidade, fazem parte de todos os hábitos da vida cigana.
A maior parte deles acredita em um único deus (Dou-la ou Bel) em eterna luta contra o demônio (Deng).
Normalmente, assimilam as religiões do lugar onde se encontram, mas jamais deixam de lado o culto aos antepassados, o temor dos maus-olhados, a crença na reencarnação e na força do destino (baji), contra a qual não adianta lutar.
O mais importante para o Povo Cigano é interagir com a Mãe Natureza respeitando seus ciclos naturais e sua força geradora e provedora.








DOCE... RECORDAÇÃO... CIGANA!

Ah! Quando me lembro...
Quase deliro de saudade
Foi como uma orquestra regida com maestria
Espalhando pelo ar amor e felicidade.
Tudo absolutamente combinava;
A luz que emanava da fogueira,
A figura da cigana iluminada,
As labaredas multicores trepidavam,
No compasso da música cigana
E os movimentos da cigana que dançava.
E meu coração palpitou o seguinte refrão:

Baila cigana, roda
Mostra em cada passo tua alegria,
Dança cigana, roda
Teu bailado contagia

A suavidade de cada gesto
Embriagava a quem assistia
E, a musica invadia cada alma
Gerando paz, amor e alegria.
A harmonia forte, vibrante e decidida
Irradiava felicidade e magia
E, o tilintar da lenha que queimava
Contagiava e quem via e ouvia.
E novamente meu coração palpitou o seguinte refrão:

Baila cigana, roda
Mostra em cada passo tua alegria,
Dança cigana, roda
Teu bailado contagia
Era magia pura
Era pura magia
Lembrar-me daquela cena
Levou-me à nostalgia.
Cada um dos componentes como que entrelaçados
A música, a fogueira e a cigana a bailar,
A lua cheia no céu
E o mistério no ar,
A natureza ao redor
Me faziam sonhar.
E outra vez meu coração palpitou o seguinte refrão:

Baila cigana, roda
Mostra em cada passo tua alegria,
Dança cigana, roda
Teu bailado contagia




Oh linda cigana A sorte eu quero ler
Eu lhe pergunto
E a resposta eu quero ter
Eu vejo em sua mão
Que você está mentindo
Pois você não é feliz
E por amor você está sofrendo
Não adianta você sorrir
Só está mentindo pra você
Está escrito em teu olhar
Teu coração está sozinho
Sofrendo por alguém
Mas eu posso te afirmar
Um novo amor esta a caminho
É só você acreditar
A cigana nunca mente
Qual caminho pra você trilhar
Por isso eu sempre digo
É só você acreditar

Cigana Sete Saias..... Em uma noite de luar....
Dançava ao redor da fogueira...
Chamando pelo amor.
Fazendo sua magia.
E seus cantos e encantos.

Cigana Da Lua !! Minha Deusa, que atua
Nas profundezas da alma,
Minha luz, nas noites escuras,
Venha suavizar o meu rosto,
Com seu belo semblante prateado,
Que meu sonho seja clareado,
E que seja liberta do passado.
Em troca lhes ofertarei,

Salve a natureza o círculo mágico azul que me envolve
Eu sou feliz e rico, eu tenho o hoje e o amanhã
Tenho o meu futuro pela frente
A saúde tomou conta de meu corpo
Porque eu posso, eu quero,
eu mereço, eu vou conseguir através da
lua Cigana, e dos mentores Ciganos
eu realizarei todos os meus sonhos
Por que querer é poder e eu posso
Santa Sara Kali
Que sempre ilumine o meu caminho
afastando os inimigos da minha estrada
que os olhos deles não cheguem até os
meus e que seus passos não
cruzem o meu caminho.
Que assim seja e assim se faça!




A BAILAR....

Estava a bailar

Quando senti

O cigano chegar

Quando me beijou.

Senti seu coração disparar,

Seu corpo estava quente como o calor da fogueira.

Então:

Seus olhos eram meus

Seus desejos eram meus

Seus sonhos eram meus

Seu corpo era meu.

A noite foi magica.

O cigano se entregou ao amor

Da cigana do amor.







A CIGANA EM MIM

SOU FILHA DO CEU E DA TERRA,
IRMÃ DA ÁGUA E DO AR,
SOU O FOGO NA FLORESTA,
E A BRANCA ESPUMA NO MAR.

SOU A LOBA,SOU A SELVA,
SOU A CARICIA DA RELVA.

SOU UM PÁSSARO SEM NINHO,
QUE NO GALHO MAIS FRAQUINHO
TODOS ME ESCUTAM CANTAR.

SOU A MENINA DE DIA E A AMANTE LOUCA À NOITE
SOU O ALÍVIO,SOU O AÇOITE
NA SOMBRA SOU A LUZ
MESMO QUE A VIDA INSISTA EM ME CANSAR
SIGO EM FRENTE,POIS TOPO QUALQUER PARADA,
SABEM QUE EXISTO,REALIZO A CAMINHADA
O QUE NÃO FAÇO É PARAR
HONRADA , DESPREZADA,OU SIMPLESMENTE AMADA
SOU O SOM E O SILENCIO,SOU O CHORO E A RISADA
ME COLOQUE EM SUA VIDA,COMO UMA MOÇA QUERIDA
QUE PRECISA SER AMADA...
EM TROCA POSSO LHE DAR,O AMOR
MAIOR DO MUNDO...NUMA BANDEIJA DOURADA,
ME TRAGA NO CORAÇAO PRA ME DEIXAR ENCANTADA...
ME CHAME, ME CHAME, SOU A CIGANA AMADA...

A CULTURA DO POVO DO ORIENTE




Em nossa religião, a Umbanda, a grande Umbanda Esotérica, também assimilamos parte da Magia do grande Povo Cigano.
Embora sempre procuremos deixar claro que, Magia do Povo Cigano é um fator, e Entidades de Umbanda, Exu Cigano, Pombagira Cigana, é outro fator diferente. Existem semelhanças, porém, nem todo Exu ou Pombagira Cigana, foi Cigano, quando encarnados.



fatimacar





"O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir as paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino.

Eis porque podemos, sem fatuidade, eu creio, nos dizer mais belos do que os negros e os Hotentotes; mas talvez também seremos, para as gerações futuras, o que os Hotentotes são em relação a nós; e quem sabe se, quando encontrarem os nossos fósseis, não os tomarão pelos de alguma variedade de animais."

Allan Kardec, "Obras Póstumas"











Ainda que o céu... Esteja fortemente nublado, nunca esqueças,
de que ele é azul e lindo.





> Umbanda

ORIGEM DA UMBANDA



Origem da Umbanda



A Umbanda tem origens variadas (dependendo da vertente que a pratica).

Em meio as festas nas senzalas os negros escravos comemoravam os Orixás por meio dos Santos Católicos. Nessas festas eles incorporavam seus Orixás, mas também começaram a incorporar os espíritos ditos ancestrais, como os Pretos-Velhos ou Pais Velhos (espíritos de ancestrais, (que não era de antigos Babalaôs, Babalorixás, pois esses são cultuados no Culto aos Egungun em Itaparica, Bahia, e nem Iyalorixás pois essas são cultuadas no Culto das Iyás) eram antigos "Pais e Mães de Senzala": escravos mais velhos que sobreviveram à senzala e que, em vida, eram conselheiros e sabiam as antigas artes da religião da distante África), que iniciaram a ajuda espiritual e o alívio do sofrimento material daqueles que estavam no cativeiro.


houvesse uma certa resistência por parte de alguns, pois consideravam os espíritos incorporados dos Pretos-Velhos como Eguns (espírito de pessoas que já morreram e não são cultuados no candomblé), também houve admiração e devoção.
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Com os escravos foragidos, forros e libertados pelas leis do Ventre Livre, Sexagenário e posteriormente a Lei Áurea, começou-se a montagem das tendas, posteriormente terreiros.
Em alguns Candomblés também começaram a incorporar Caboclos (índios das terras brasileiras como Pajés e Caciques) que foram elevados à categoria de ancestral e passaram a ser louvados. O exemplo disso são os ditos Candomblé de Caboclo. Muito comuns no norte e nordeste do Brasil até hoje.
No início do século XX com o surgimento da Umbanda, esta que muitas vezes era realizada nas praias começou a ser conhecida pelo termo macumba, pois macumba nada mais é que um determinado tipo de madeira usada para produzir o atabaque usado durante as giras; por ser um instrumento musical, as pessoas referiam-se da seguinte forma: "Estão batendo a macumba na praia", ficando então conhecidas as giras como macumbas ou culto Omoloko. Com o passar do tempo, tudo que envolvia algo que não se enquadrava nos ensinamentos impostos pelo catolicismo, protestantismo, judaísmo, etc, era considerado macumba. Com isso, acabou por virar um termo pejorativo.


É preciso entender que a Umbanda, nascida e praticada no Brasil, com a fusão de várias religiões, apesar de várias raizes de origem africanista, não tem similar, nem mesmo na áfrica. Não lida com orixás (deuses do Panteão Africano), propriamente ditos; mas incorporando em seus adeptos, caboclos, pretos-velhos, crianças, baianos, boiadeiros, espíritos da água, eguns, exus (não os da África) e outros, que são entidades desencarnadas da Terra.
Assim, abriga princípios, fundamentos e características diferentes em seu sincretismo afro-índio-católico-cardecista básico.


O Candomblé, outra ramificação oriunda de raizes negras, é a que mais conservou as tradições da fonte; contudo também sofreu e sofre influências de outros cultos em seus ritos, notadamente o da Umbanda, tanto que se cognominou alguns tipos de engiras mescladas, de "Umbandomblé" (mistura de Umbanda e Candoblé), quando se nota diferenças ou semelhanças, com predominância de um deles. O que sucedeu à Umbanda, no tocante à nova concepção, imagem filosófica-religiosa e adaptação, sucedeu também ao samba que, como é executado atualmente, só existe no Brasil, apesar de raízes tipicamente africanas.
A Umbanda nascida no Brasil, foi fundada pelo Caboclo das 7 encruzilhadas, com incorporação em um médium em 15/11/1908, inaugurando a primeira tenda de Umbanda no Brasil.


A Umbanda Brasileira, propriamente dita, sincretiza geralmenteos seguintes grupos: Afro (Jêje, Nagô, Malê, Banto, Mina); Kardecismo, Pajelança, Catolicismo. Os outros são variações complementares ou adições especiais criadas por seus praticantes.



PRETO VELHO OU MÉDICO?



PRETO VELHO OU MÉDICO?

Contou-nos uma confreira, das mais atuantes em nossa casa de caridade espiritual e material:
"Que em um certo Centro Espírita situado na cidade de São Paulo, Capital, havia uma noite de reuniões caritativas, que era dedicada a caridade física dos encarnados, isto é, somente para consultas com Entidades Médicas".

"Nas cabinas próprias para consultas médicas a secretária fazia a arrumação final dando os últimos retoques para que tudo estivesse de acordo ao se iniciar os trabalhos; isto incluindo os médiuns cada qual em seu lugar, quando de repente um dos médiuns deu sinal e manifestou-se uma Entidade".

- "A secretária correu para atender a Entidade recém chegada, e qual não foi sua surpresa ao deparar com uma Entidade de Pretos-Velhos".

"Usando sua amabilidade costumeira explicou à Entidade que ela não poderia dar consultas naquela noite, pois aquele dia da semana, era reservado às Entidades Médicas e não à Pretos-Velhos".

- "A Entidade, também, com aquela humildade que lhe era peculiar confirmou com a secretária:"

"Hoje eu não posso dar consulta só as Entidades Médicas?".

"Ao que confirmou a secretária pedindo desculpas e pedindo à Entidade que “subisse”".

- "A entidade se despediu, agradeceu e “subiu”".

- "Passados alguns minutos, se manifestou e se apresentou uma nova Entidade Médica, no mesmo médium, que passou a atender os pacientes nas mais variadas modalidades da medicina".

- "Terminado os trabalhos médicos, todos muito satisfeitos com os trabalhos da nova entidade médica, foram agradecê-la antes da “subida” e pedir o seu retorno".

- "Quando a secretária dos trabalhos, foi se despedir da Entidade, esta dirigiu-se a ela dizendo:"

"Este é um dia reservado para trabalhos só das Entidades Médicas, não podendo Entidades como Pretos-Velhos se manifestarem, não é assim?"

- "Ao que a secretária confirmou e aproveitou o ensejo para pedir à Entidade Médica, se conhecesse a Entidade que se manifestara antes, Pretos-Velhos, pedir as mais sinceras desculpas de coração, pois aquele dia era só de consultas médicas e não pretos-velhos; ao que a entidade aduziu:"

"Pode ficar tranqüila que aquela Entidade que esteve aqui no começo está sabendo e não esta aborrecida com a irmã, pois aquela entidade que esteve aqui no início e não pode trabalhar como tal, era eu mesmo".



***



**QUANDO SERÁ QUE OS HOMENS COMPREENDERÃO QUE NÃO CABE A ELES DECIDIREM SOBRE A VIDA DE UM IRMÃO**



CONCLUSÃO ELUCIDATIVA


Esperamos com sinceridade, que os nossos leitores, leigos ou com um certo conhecimento dos trabalhos Espíritas, possam colher desse exemplo de humildade e de elevação, um pouco mais de conhecimento sobre a vida espiritual e sua moral, pois jamais somos ofendidos ou magoados pelos outros, quaisquer que sejam as suas palavras; nós mesmos nos ofendemos com as palavras, quando temos a mente poluída com baixas vibrações e não estamos com nosso equilíbrio mental em sintonia com os bons espíritos, ao que vale dizer, se não pensarmos em coisas boas, qualquer tipo de palavra, consideramos ofensa e nos sentimos bastante ofendido; o que não acontece quando possuímos pensamentos puros e estamos em perfeita armonia com os Benfeitores Espirituais, as mais fortes ofensas não serão registradas em nossa consciência acontecendo, como diz o dito popular:
"Entrou por um ouvido e saiu pelo outro".

Sem ficar registrado em nosso cérebro e se alojar em nosso coração exaltando o nosso orgulho e egoísmo.

Conta-nos uma estória do povo:

"Um senhor tinha um filho estudando em uma faculdade fora de sua cidade natal".

"Um dia, o filho, telefonou para casa para pedir dinheiro para sua manutenção, quem atendeu o telefone foi o Pai que estava bem irritado com alguma coisa".

"A Mãe ao lado ouviu os berros do marido para com o filho".

"Dizia o Pai:"

"Esse menino só sabe pedir mais dinheiro, dizendo que o que lhe mandei já acabou como gasta?"

"A Mãe pegou o telefone, mais calma e caridosa, e falou com o rapaz".

"Ao terminar a conversa falou ao marido com doçura:"

"Ele só havia dito que o que recebera foi pouco e que após pagar as dívidas já não tinha mais e se era possível mandar um pouco mais".



**SERIA MAIS PROVEITOSO SE TODOS FIZESSEM O BEM COM CONHECIMENTO**





HISTÓRICO

As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma.

Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França.

Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros:

Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África.
Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo e financiavam as guerras e fazia dos vencidos escravos.
No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII.

Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubas; geges; hauçá; minas e malês.

A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro:

"Em quatro séculos, XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população.

Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos!

Em troca de seu trabalho os negros recebiam três "pês": pau, pano e pão. E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães–do-mato e proprietários. Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A "macumba" era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi, protegido de Ogum.

"Zumbi, comandante guerreiro...

Guerreiro mor, capitão.

Da capitania da minha cabeça...

Levai alforria ao meu coração..."

(Gilberto Gil)

Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, Ventre livre e enfim a Lei Áurea.

Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África.

Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião.



ATUAÇÃO

E assim são os Pretos-Velhos da Umbanda. Eles representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.

Eles representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.

Com seus cachimbos, fala pousada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião.

Não se pode dizer que em sua totalidade que esses espíritos são diretamente os mesmos pretos-velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de preto-velho. Outros, nem pretos-velhos foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo forma.

Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: "então o preto-velho não é preto-velho, ou é, ou o que acontece???".

O espírito que evoluiu tem a capacidade de se por como qualquer forma passada, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e em outros como um preto-velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.

Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.

Para muitos os pretos-velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus de lei (exus de luz) desfazendo trabalhos e contra as forças negativas (o mal), espíritos obscessores e contra os exus pagãos (sem luz que trabalham na corrente negativa que levam os homens ao lado negativo e a destruição).



MENSAGEM

Os pretos-velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram apender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e o encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.

Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo com encare seu distino e os acontecimentos de sua vida: "Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento podeis tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciencia do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o cescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoista, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai Cipriano, incorporado no médium Etiene Sales, em setembro de 1997).

Salve todos os PRETOS-VELHOS, que DEUS os iluminem e os abençoem. A todos os PRETOS-VELHOS que trabalham nesse mundo e no outro com muito amor.

OBRIGADO!


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Vovô
Vim lhe pedir um favor, oh oh
Vovô
Vim lhe pedir um favor
Olhe por seus filhos,
Dê saude e amor
Olhe por seus filhos,
Dê saude e amor


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Quando o galo canta
Raiou um dia
As Almas pedem uma Ave Maria
Quando o galo canta
Raiou um dia
As Almas pedem uma Ave Maria
Ave Maria cheia de graça
O Senhor está convosco
Bendita sois vós
Entre as mulheres
bendito e seus fruto
Do vosso ventre nasceu JESUS


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Maria Conga
É quem vence demanda
Maria Conga
É quem vence demanda
Ô na sua terreira ela diz que tem mironga
Ô na sua terreira ela diz que tem mironga
Maria Congâ é lavadeira de sinha
Maria Congâ é lavadeira de sinha
Lava roupa de chita do terreiro de iaia
Lava roupa de chita do terreiro de iaia


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Velho passou na ponte
A ponte tremeu
E debaixo da ponte
As Almas gemeu
Velho passou na ponte
A ponte tremeu
E debaixo da ponte
As Almas gemeu
Ô me valhei me as Almas
As Almas de São Cipriano
Ô me valhei me as Almas
As Almas de São Cipriano
Ô me valhei me as Almas
As Almas de São Cipriano
Ô me valhei me as Almas
As Almas de São Cipriano


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Adeus, Adeus Vovó
A Vovó vai embora pra sua banda, adeus
Adeus, Adeus Vovó
A Vovó vai embora pra sua banda
Vai pedir a DEUS Vovó das Almas
Proteção pros seus filhos que choram lágrima
Vai pedir a DEUS Vovó das Almas
Proteção pros seus filhos que choram lágrima


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O mar é lindo
Mas o céu também é
O mar é lindo
Mas o céu também é
Preto-Velho vai embora
Vai beira mar
Vai levando as mirongas
Lá pro fundo do mar
Preto-Velho vai embora
Vai beira mar
Vai levando as mirongas
Lá pro fundo do mar


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PRETO VELHO


PRETO VELHO

Os pretos velhos são a força da sabedoria no domínio da magia. São um povo humilde, porém sábios e experientes feiticeiros.
São originários do povo da costa, do Congo, de Angola, de Guiné, de Luanda e de Bengala. São um povo muito sofrido, portanto se quisermos conquistar sua admiração e confiança devemos trata-los com muito carinho, pois em sua vida terrena já sofreram muito com a escravidão.
Embora pareçam alegres e divertidos em suas manifestações são realmente um povo sofrido.

SEU ACHÉ: 9 ou 13

DIA DA SEMANA: Segunda-feira

DOMÍNIO: dominam o poder da feitiçaria, da magia, da sabedoria, consolam os aflitos, e valorizam o sofrimento humano.

COR: branco, vermelho e preto: povo de Luanda
Roxo com azul claro: Povo da costa
Branco e preto: povo do Congo, da Guiné e de Bengala
Branco e preto e as vezes vermelho: (=roxo) Povo de Angola
Roxo: povo de Moçambique

SAUDAÇÃO: Salve Preto Velho! Saravá...!

BEBIDAS: cachaça, cachaça com mel, cachaça com suco de frutas, vinho, café preto

FRUTAS: Praticamente todas, varia de acordo com a entidade

VEGETAIS: aipim, batata, pinhão, feijão, pipoca, saladas, amendoim

VELA: casa linha tem a sua, mas na dúvida sempre se acende branca

OFERENDAS: farofa de lingüiça, mexido de feijão, café preto, sucos de frutas, cachaça, vinhos, ervas(arruda, guiné e alevante), pipocas, palheiro ou cigarro, fósforo, rosários, gostam também de terem um saquinho com tesoura, linha, agulha e pedacinhos de panos para fazerem suas mandingas, fitas brancas, aipim frito, diversas frituras, farofa de carne, farofa de galinha,etc...

CORES DAS GUIAS: nas cores da vibração da linha, rosários, contas de semente de dendê, de lágrimas de Nossa Senhora e outras sementes, búzios, dentes de animais,etc.


*

PRETOS VELHOS,CABOCLOS E INDIOS

ESPIRITISMO E ESPIRITUALISMO…




Espiritismo e Espiritualismo…




No item I – Espiritismo e Espiritualismo, da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, constante de O Livro dos Espíritos Kardec esclarece:

“Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos. As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo tem uma significação bem definida; dar-lhes outra, para aplicá-las à Doutrina dos Espíritos, seria multiplicar as causas já tão numerosas de anfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem quer que acredite haver em si mesmo alguma coisa além da matéria é espiritualista; mas não se segue daí que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível.

Em lugar das palavras espiritual e espiritualismo empregaremos, para designar esta última crença, as palavras espírita e Espiritismo, nas quais a forma lembra a origem e o sentido radical e que por isso mesmo tem a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando para espiritualismo a sua significação própria. Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas.



Como especialidade O Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade liga-se ao Espiritualismo, do qual representa uma das fases. Essa a razão porque traz sobre o título as palavras: Filosofia Espiritualista.”
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Espiritualismo

Doutrina filosófica que admite a existência de Deus e da alma. Contrapõe-se ao Materialismo, que só admite a matéria.

Segundo o Materialismo no ser humano só haveria o corpo físico. Até as funções superiores como a memória, o raciocínio, as emoções, os sentimentos poderiam ser reduzidos a simples reações físico-químicas do sistema nervoso, do sangue, das glândulas internas. O Universo seria formado por acaso e seria explicado dentro das leis das ciências exatas (Matemática, Física, Química, Astronomia etc.). Esta é a tese do Materialismo Filosófico, que não deve ser confundido com o Materialismo Pragmático e Hedonista adotado por aquele que, embora se diga até mesmo religioso, só quer mesmo é gozar os prazeres da vida terrena, nem que seja em cima da miséria alheia.

Todos os religiosos, como aceitam a Alma e Deus, são, por isto mesmo, espiritualistas.

Assim, a pala espiritualista tem significado muito vasto, abrangendo o católico, o protestante, o umbandista, o candomblecista, o israelita ou judeu, o islâmico ou maometano etc.
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Espiritismo

Doutrina filosófica também espiritualista, mas que se diferencia das outras correntes filosóficas por Ter características bem definidas, a saber:

a – concepção tríplice do homem: Espírito – Perispírito – Corpo Físico;

b – sobrevivência do Espírito como individualidade;

c – continuidade da responsabilidade individual;

d – progressividade do Espírito dentro do processo evolutivo em todos os níveis da natureza;

e – comunicação mediúnica disciplinada voltada para o esclarecimento e a consolação de encarnados e desencarnados;

f – volta do Espírito à matéria (reencarnação) tantas vezes quantas necessárias para alcançar a perfeição relativa a que se destina, não admitindo, no entanto, a metempsicose, ou seja, a volta do Espírito no corpo de animal para pagar dívidas, como aceita o Hinduísmo. Conforme o Espiritismo, o Espírito não retrograda;

g – ausência total de hierarquia sacerdotal;

h – abnegação na prática do bem, ou seja, não se cobra nada por esta ou aquela atividade espírita;

i – terminologia própria, como por exemplo, perispírito, Lei de Causa e Efeito, médium, Centro Espírita, e nunca corpo astral, karma, Exu, Orixá, “cavalo”, “aparelho”, “terreiro”, “encosto”, vocábulos utilizados por outras religiões e que não têm cabimento no meio espírita;

j – total ausência de culto material (imagens, altares, roupas especiais, oferendas, velas etc.);

l – na prática espírita não há batismo nem culto ou cerimônia para oficializar casamento;

m – respeito a todas as demais religiões, embora não incorpore a seu corpo doutrinário os princípios e rituais delas;

n – a moral espírita é a moral cristã: “Fazer ao próximo aquilo que dele se deseje”.
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Espiritismo, Sincretismo e Cultos Afro-Brasileiros

Na obra Africanismo e Espiritismo



– Cap. I, Deolindo Amorim afirma:”Tem-se procurado, aliás sem razão plausível, confundir o Espiritismo com velhas práticas afro-católicas, enraizadas no Brasil desde o período colonial. Argumenta-se, em defesa de tal suposição, que nas práticas africanas se verificam manifestações de espíritos, o que, no entender de muitas pessoas, é suficiente para dar cunho espírita a essas práticas. O raciocínio é mais ou menos este: onde há manifestações de espíritos, há Espiritismo; logo, as práticas fetichistas são também práticas espíritas, porque nelas se faz evocações de espíritos”.

“Eis aí uma preliminar discutível. Em primeiro lugar, o que caracteriza o ato espírita não é exclusivamente o fenômeno; em segundo lugar, o Espiritismo (corpo de doutrina organizado por Allan Kardec) surgiu no mundo em 1857, e quando suas obras chegaram ao Brasil, já existia o Africanismo generalizado, principalmente na Bahia.”

“Historicamente, como se vê, não é possível estabelecer qualquer termo de comparação, porquanto o Africanismo data da época muito recuada, ao passo que a Doutrina Espírita é do século passado…”(século XIX)

“O Africanismo tem ritual organizado, de acordo com suas tradições seculares, fundadas na crença em divindades peculiares a seu culto, enquanto o Espiritismo não adota ritual de espécie alguma, não tem forma de culto, nem adora divindades. É uma doutrina de base científica, propensa ao método experimental, de cogitações filosóficas muito elevadas, porque trata do destino da alma humana, preparando o homem para a prática do Bem, única estrada que conduz a Deus.”

“Muito deve o Brasil ao braço africano, cujo suor, com sacrifício e dedicação, regou os alicerces da prosperidade econômica do país. O africano trouxe para o Brasil os elementos de sua cultura, já muito velha àquele tempo. Deu-se logo a mesclagem cultural, mais esclarecida, atualmente, pelas investigações da Sociologia. Com o tempo, porém, o culto africano começou a desfigurar-se, perdendo as suas linhas originais, em conseqüência de gradativa e inevitável influência do Catolicismo. Fundiram-se, pois, três tipos diferentes na formação do Brasil: europeu, africano e aborígene. Entre os filhos da terra, os aborígenes, não havia uniformidade de usos e costumes, o que não deixa de refletir a forma de culto…”

“O Africanismo perdeu há longo tempo, no Brasil, seus traços primitivos. Formou-se no país uma cultura de fusão, disto resultando o sincretismo religioso: um pouco de Catolicismo, um pouco de Africanismo e um pouco de Espiritismo deturpado pelo misticismo popular.”

No Cap. II, o autor, informa:

“Não se discute que o objetivo do culto afro-católico, com todos os seus elementos religiosos e culturais, seja ou não o Bem; mas o que se acentua é que Espiritismo não se identifica nem se confunde com o Africanismo. A prática deste último obedece a prescrições ritualísticas, enquanto a prática espírita dispensa e rejeita qualquer fórmula sacramental, qualquer objeto de culto etc…”

“O Espiritismo encontrou, no Brasil, a preponderância do Africanismo e do Catolicismo, com um fator absolutamente favorável: o baixo nível intelectual das massas, educadas na superstição e sob o influxo da Religião Católica, que lhe imprimiu o apego aos ídolos, aos símbolos etc… Difícil tem sido ao Espiritismo reagir contra a propensão de grande parte de seus simpatizantes para o culto fetichista. Daí muita gente, que desconhece o assunto, que não sabe o que é Espiritismo, dizer que Espiritismo e Africanismo são sinônimos… Eis um erro que precisa ser desfeito. Umbandismo, ou qualquer outra forma de Africanismo não constitui modalidade do Espiritismo.



No Livro O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas



no Cap. III Deolindo Amorim acrescenta:”Apesar do aspecto comum – o caráter espiritualista – a Umbanda não se configura no corpo da Doutrina Espírita nem o Espiritismo se conforma à organização religiosa da Umbanda. À parte o fenômeno, que é ponto pacífico, devemos considerar os dois movimentos em seus campos adequados, sem confusão nem rivalidade: Umbanda deve ser compreendida como Umbanda e Espiritismo deve ser compreendido como Espiritismo”.

A propósito, cabe esclarecer que não existe espiritismo de mesa, alto espiritismo, baixo espiritismo, espiritismo de mesa branca, e outras expressões similares. Existe somente Espiritismo.

Aliás, fica também esclarecido que a expressão Kardecismo não corresponde à realidade, pois a doutrina não é de Kardec. Allan Kardec organizou, codificou a Doutrina Espírita ou Espiritismo, que lhe foi passada pelos Espíritos encarregados de concretizar entre nós o Consolador prometido por Jesus.

Transcrevemos abaixo pergunta de um céptico e a resposta de Allan Kardec, constante da obra O que é o Espiritismo, que bem esclarece o assunto:

“V. – O senhor tinha razão de dizer que das mesas giratórias e falantes saiu uma doutrina filosófica, e longe estava eu de suspeitar as conseqüências que surgiram de um fato encarado como simples objeto de curiosidade. Agora vejo quanto é vasto o campo aberto pelo vosso sistema.

A.K. – Nisso vos contesto, caro senhor; dais-me subida honra atribuindo-me esse sistema quando ele não me pertence. Ele foi totalmente deduzido do ensino dos Espíritos. Eu vi, observei, coordenei e procuro fazer compreender aos outros aquilo que compreendo; esta é a parte que me cabe. Há entre o Espiritismo e outros sistemas filosóficos esta diferença capital; que estes são todos obra de homens, mais ou menos esclarecidos, ao passo que, naquele que me atribuís, eu não tenho o mérito da invenção de um só princípio.

Dize-se: a filosofia de Platão, de Descartes, de Leibnitz,; nunca se poderia dizer: a doutrina de Allan Kardec; e isto, felizmente, pois que valor pode ter um nome em assunto de tamanha gravidade?

O Espiritismo tem auxiliares de maior preponderância, ao lado dos quais somos simples átomos.”

Leitura complementar:

1- Espiritismo Básico – Pedro Franco Barbosa – FEB.
2- O Espiritismo de A a Z – FEB.
3- Manual e Dicionário Básico de Espiritismo – Ariovaldo Cavarsan e Geziel Andrade – EME.
4- A Revelação da Chave – Raymundo Rodrigues Espelho – EME.
5- O Além e o Aquém – Cristóvam Marques Pessoa – EME.

(Capítulo do Livro “O Espiritismo ao alcance de todos”)



OS GRANDES FUNDADORES DA UMBANDA


São considerados depois dos pretos velhos os grandes mentores espirituais da Umbanda. Foram eles que junto com os Catimbozeiros, decodificaram e organizaram a Umbanda e suas linhas. São comumente chefes de casas de santo, e não comum vem como entidades chefes das cabeças dos Zeladores ou Zeladoras.

No ano de 1908 através do Médium Zélio Bernardino de Moraes, o Caboclo das 7 encruzilhadas anunciou a nova religião (genuinamente brasileira), fugindo quase que na totalidade dos costumes das nações do Candomblé. Hoje dentro de Umbanda o termo "Caboclo" designa tal importância ao ponto de ser sinônimo de entidades que nela trabalham.

"Dentro de Umbanda não se faz Orixás e sim caboclos!!!" Essa expressão é por muitos desconhecida e confusa. Primeiramente o termo "caboclo" antes de designar índio, ou mesmo caboclos, tem dentro de Umbanda o significado de espírito que trabalha e que dentro da religião vem sob as ordens de algum orixá.

Hoje o termo "caboclo" para muitos significa capangueiro, ordenança ou escravo do Orixá Oxóssi. Tal afirmação não é errada, mais para os estudiosos do santo incompleta.

No começo de tudo, onde os Exus, Pretos Velhos, Catimbozeiros e Caboclos (índios) organizaram e decodificaram a religião Umbandista, a presença dos Caboclos era muito mais marcante do que a presença dos Velhos ou dos Catimbozeiros. No começo os cultos eram liderados por grandes mestres espirituais que usavam a pajelança e o catim bó, espécie de culto muito difundido até hoje no Nordeste que trabalha com as almas dos mortos e com uma simbologia toda própria extraída da fumaça dos cachimbos.

Tal culto se baseava e tinha como centro energético um tronco de uma árvore chamado "Jurema". Aí começa a confusão e ao mesmo tempo toda a base para o enten dimento. Vale lembrar que "jurema" é uma árvore que ainda hoje existe nas terras do Norte.

O termo catimbó muitas das vezes era substituído pelo termo "Jurema", em vez de se dizer "Vamos cultuar o catimbó" era dito "vamos cultuar a Jurema". Com a propa gação da Cabocla Jurema (grande espírito dentro de Umbanda), começou-se a ligar as entidades Caboclas aos Eguns (espíritos já mortos e que hoje trabalham na Umbanda).

O termo caboclo então difundiu-se como espírito que hoje trabalha em Umbanda.

Vale lembrar, que a maioria das entidades que trabalham em Umbanda foram realm ente caboclos e caboclas (Caboclos de Oxóssi, Caboclos de Xangô, Caboclos de Ogum, Caboclas de Oxum, Caboclas de Iansã etc...). Daí a explicação para o termo "Umbanda não faz Orixá, Umbanda faz Caboclo".

O Xangô que hoje incorpora em Umbanda, nada mais é do que o espírito de um índio, que viveu dentro de pedreiras e que tinha uma grande ligação ao Deus das Montanhas, Xangô.

Hoje não existe Umbanda sem a força e a sapiência dos grandes Caboclos de Umbanda. Seus gritos de guerra, suas vestimentas, sua língua ainda viva e seus charutos fazem da Umbanda realmente uma das mais lindas religiões espiritualistas que existem.

Dentre os Caboclos mais conhecidos podemos citar o Caboclo Arruda (faço aqui a minha homenagem ao meu pai Caboclo Arruda, do qual hoje tenho orgulho de ter sido confirmado e feito por ele, sendo hoje seu ogã), Caboclos Tupi, Caboclo Mata Virgem, Caboclo Folha Seca, Caboclo Tabajara, Caboclo Ubirajara, Caboclo Arranca Toco, Caboclo Pena Branca entre outros.

As caboclas mais conhecidas são a Cabocla Jurema, Cabocla Jupira e Cabocla Jandira (irmãs e filhas do Caboclo Tupinambá), Cabocla Jacira, Cabocla Tanara, Cabocla Jandaia entre outras.

Origens do Espiritismo, do Candomblé e da Umbanda


Origens do Espiritismo, do Candomblé e da Umbanda

A idéia deste texto seria traçar diferenças entre as origens do Espiritismo, da Umbanda e do Candomblé – três religiões, a meu ver, DIFERENTES entre si.

O Espiritismo, dentre os três, é o mais fácil, disparadamente, de verificar suas origens. Remete-se ao ano de 1857 quando do lançamento, por Allan Kardec, do livro “O Livro dos Espíritos” (LE) – o ‘pontapé inicial’’ da Doutrina Espírita (DE), na França. Portanto, possui origem francesa. Aliás, o próprio termo ‘Espiritismo’ fora cunhado por Kardec,

Kardec juntou uma quantidade considerável de comunicações mediúnicas, submeteu-as a uma rigorosa análise pela razão, e chegou a algumas “conclusões” (entre aspas, pois o próprio Kardec coloca, logo no início do LE, que “nada de novo ali trazia”).

Verdade que muitos colocam que o que se conhece por Espiritismo atualmente, no Brasil, não estaria “de acordo” com o Espiritismo “que deveria ser” …. mas não vou entrar neste ‘caminho’ – o que interessa aqui é falar sobre as ORIGENS das três religiões/doutrinas.

Ainda em relação ao Espiritismo, tem-se nele uma BASE (uma doutrina) ESCRITA, coisa que NÃO ocorre com o Candomblé nem com a Umbanda

Já no Candomblé, suas origens são bastante diferentes. Como já foi dito, seus conhecimentos (doutrinas, ritualísticas, etc) são passados VERBALMENTE, e dentro dos barracões (apelido dado a centros candomblecistas, por os mesmo – via de regra – funcionarem am grandes barracões). Escrita no Candomblé NÃO existe, de forma alguma – o máximo que se pode encontrar de livros sobre o mesmo, são de autores CURIOSOS, e não de (verdadeiros) candomblecistas.

Na África, à época do descobrimento e colonização do Brasil (e desde há muito antes), não existiam países como hoje concebemos, O que existiam eram ‘aldeias’, ‘tribos’ – algumas bastantes numerosas. Os africanos as chamavam (as tribos ou aldeias) de NAÇÕES. Analogamente às nações Apache, Sioux, ertc nos Estados Unidos. Cada uma dessas nações possuía sua própria cultura, suas “maneiras específicas” de manifestações religiosas, sendo até as línguas diferentes em cada nação. Muitas vezes duas pessoas de nações diferentes não se entendiam verbalmente, tamanhas as diferenças culturais entre elas.

Assim, resumidamente, tem-se diversas nações, cada uma delas com um “sistema de culto” específico. Algumas dessas nações deram origens a países, como Congo, Angola, etc.

Em cada uma dessas nações, existia o que se chama de “Culto de Nação” – a manifestação religiosa DAQUELA nação. Por exemplo, se compararmos duas nações quaisquer, dentre todas que existiam à época, não encontraremos os mesmos orixás (aqui basta entender orixás como “conceitos primordiais dos Cultos de Nações”) sendo cultuados nas duas. Inversamente, a ‘estória’ de cada orixá será algo diferente em cada nação.

Com a trazida de escravos da África para Brasil (tráfego negreiro), e também (principalmente) pela seleção (**) de escravos de origens diferentes (de nações diferentes) nas senzalas chegou-se a uma “grande salada cultural” dentro de cada senzala pelo país afora. Numa mesma senzala, era comum encontrar-se indivíduos oriundos de várias nações diferentes, com CULTOS diferentes entre si. Com o tempo (séculos de escravidão), essa “grande salada” de diversos ‘Cultos de Nações’ (diferentes entre si à princípio) foi-se “se amoldando”, chegando-se ao que chamamos atualmente de Candomblé.

(**) Esta seleção era feita pelos compradores de escravos, os fazendeiros, procurando com isso dificultar a inter-comunicação entre os escravos nas senzalas, evitando-se assim a organização de revoltas e motins.

Portanto, o Candomblé, em termos de origens, é brasileiríssimo – resultado de uma “mistura” de diversos (e diferentes) ‘Cultos de Nações’ (estes sim, africanos). Como curiosidade, não há – hoje nem há 500 anos atrás – um único Culto de alguma Nação, na África, sequer semelhante, em termos de ritualísticas, conceitos e doutrinas, com o Candomblé exercido no Brasil.

Chegamos à Umbanda, e aqui ‘complica”. pois nem mesmo dentro do “movimento umbandista” existe um consenso 100%. Não existe um movimento especificamente (pelo menos no plano físico, entre os encarnados) – apenas falo genericamente em relação ao conjunto de todos os umbandistas.

Antes de adentrar nas origens propriamente da Umbanda, colocarei que a Umbanda (assim como o Candomblé) NÃO possui UMA doutrina ESCRITA – seus conhecimentos (ritualísticas, doutrinas, etc) são passados oralmente dentro dos terreiros.

Existem sim alguns autores umbandistas, que escrevem que seria (no entendimento DELES) uma ‘doutrina umbandista’, mas tas livros estão longe de serem considerados uma ‘unaminidade’ dentre os umbandistas. Portanto, prefiro considerar (pelo menos por enquanto, e – acredito eu – ainda por muito tempo) que não existe uma “doutrina umbandista escrita”.

E, para ‘complicar’ um pouco mais, existe uma comparação que (simbolicamente) coloca a Umbanda como um grande edifício, com vários apartamentos. Cada um desses apartamentos possui sua ‘decoração’ específica, mas – observe a ‘sutileza’ – todos os apartamentos são “suportados” pela estrutura do edifício (seus alicerces, suas vigas, etc). Essa estrutura (do edifício) seria a “doutrina umbandista” ….. existem diversas características próprias entre dois (quaisquer) terreiros umbandistas, e os dois SÃO ‘pertencentes” à Umbanda !

Quanto às origens da Umbanda, bem … conheço pelo menos três “propostas” (ou ‘hipóteses’) diferentes. Da “menos aceita” à “mais aceita”, SEM entrar no mérito de qual delas é a ‘correta’, são elas:

Uma primeira diz ser a Umbanda, ou melhor, os conhecimentos umbandistas, trazidos de extra-terrestres (não especificam exatamente em que época, nem quais ET´s). Existem grupos (umbandistas) no Planalto Central que sustentam esta hipótese. Nesta ‘hipótese’ as origens da Umbanda seriam extra-terrestres.

Uma segunda ‘hipótese’ para a origem da Umbanda, diz que ela, ou melhor, SEUS CONHECIMENTOS (de magia, inclusive), existiam já na Lemúria (raças antiqüíssimas, anteriores mesmos à Atlântida, de há centenas de milhares de anos atrás – as primeiras raças de corpos físicos ‘humanóides’ disponíveis para encarne de espíritos aqui na Terra).

Esses conhecimentos teriam sido aviltados, dilapidados, mal utilizados mesmo (surgindo então a “magia negra”, que significaria, neste contexto, “mau uso da magia”) ao longo dos eons. Aliás, uma curiosidade: nesta ‘hipótese’, a mediunidade é colocada como conseqüência dessa má utilização do intercâmbio com o astral (que era até então ‘livre’), ou seja: a mediunidade surgiria a partir daí.

Esses conhecimentos foram então ‘guardados’ (escondidos mesmo) em algumas linhas esotéricas (notadamente no Oriente – Tibet, Egito e Índia).

No final do século XIX e início do XX, a “organização da alta espiritualidade” (entenda-se como “cúpula dirigente da evolução dos ‘encarnantes’ na Terra”) achou que já chegara a hora de se “retomar” tais conhecimentos, com muita parcimônia e calma. Assim, “instituiu-se” a Umbanda na pessoa do Caboclo Sete Encruzilhadas (de quem falarei mais na terceira hipótese, a seguir). Claro está que logo chamaram a essa interpretação (da Umbanda) de “Umbanda Esotérica” – sem nenhum demérito na utilização do termo “esoterismo”, pois o mesmo possui significado bastante diferente de “superstição”.

Essa interpretação – quanto às “reais” origens da Umbanda – apareceu aqui no Rio (“berço da Umbanda”), e vem se desenvolvendo (bastante) também na região Sul do país. Existem centros de “Umbanda Esotérica” espalhados pelo país – tenho notícias de locais sérios em São Paulo – mas os ‘principais’ seriam daqui do Rio e do Sul.

Nesta ‘hipótese’ (“Umbanda Esotérica”), as origens da Umbanda seriam ‘divididas’ segundo dois aspectos:

Enquanto PRÁTICA, relativo ao que se pratica HOJE, suas origens são brasileiras (a partir da manifestação do Caboclo Sete Encruzilhadas).

Enquanto CONHECIMENTO (as bases de suas ritualísticas, seus conceitos “mais profundos’ ou ‘teóricos’ etc), suas origens seriam daqui mesmo do planeta Terra, mas ancestrais, de vários eons atrás – estaria acontecendo, hoje, um ‘resgate paulatino’ dos conhecimentos antiqüíssimos (alguns dizem que brasileiro também – “Baratzil “– mas teria que entrar em assuntos muito ´obtusos’, como “onde ‘ficava’ a Lemúria, para comentar algo …)

Finalmente chego à terceira ‘hipótese’ – a mais amplamente aceita pela imensa maioria dos umbandistas. A Umbanda surgiu com a manifestação mediúnica do espírito que se denominou “Caboclo Sete Encruzilhadas”, em um Centro Espírita (então filiado a FEB), no ano de 1908, em Niterói (próximo ao Rio). Tudo, seja o aspecto prático seja o aspecto de conhecimentos, fora introduzido A PARTIR dessa manifestação.

O próprio caboclo, na citada manifestação, disse claramente que ali se iniciava uma NOVA religião, e logo colocou alguns ‘princípios’ (para a então nova religião que estava sendo ‘oficializada’).

Dentre outros, alguns desses ‘princípios’:

- a NÃO cobrança, em hipótese alguma;

- o uso de roupa branca, com a conseqüente nivelação’ dos mediuns, já colocando em prática a humildade – verdadeira “viga-mestra’ da Umbanda – e a não-hierarquização dentre os mediuns encarnados;

- a aceitação de quaisquer pessoas, independentemente de credos, raças ou quaisquer outros ‘atributos pessoais’;

- a NÃO utilização de sacrifícios de animais;

- a ritualística, ou seja, a MANIPULAÇÃO energética objetivando determinados finalidades (formação da egrégora do terreiro, limpeza áurica, etc)

Bem, está aí uma ‘panorâmica geral’ (bem geral .. rs) das origens diferentes do Espiritismo, do Candomblé e da Umbanda.

Abraços

Ainda que o céu... Esteja fortemente nublado, nunca esqueças, de que ele é azul e lindo.



Há de se entender, antes de qualquer explicação, que a UMBANDA é uma religião, ou seja, é composta de elementos Divinos (Orixás e Guias);

Doutrinários (linhas de atuação, reencarnação, lei do karma, atuação e direcionamento dos médiuns, assistenciados e guias, ...; Princípios (amor, caridade, respeito ao próximo, fé, ...); Rituais (abertura e encerramento das sessões, pontos cantados, feituras, ....);

Místicos ( a forma de atuação dos Orixás e Guias);

Cabe salientar que esses elementos são variáveis e podem ser vistos com mais ou menos intensidade de acordo com a linha doutrinária da casa ( Linhas doutrinárias ou Escolas Doutrinárias ).

Como são muitas as ramificações e suas formas, isso torna difícil agrupá-las em suas peculiariedades, ritos, doutrina, fundamentos, filosofia, práticas. Pretendemos olhar de maneira geral os elementos mais comuns a cada ramificação dentro do possível.
A UMBANDA é uma religião de cunho espiritualista (contato e/ou interferência de espíritos, manipulações magísticas, práticas de cura através dos espíritos e/ou ervas/poções/conjuros, utilização de elementos ou instrumentos místicos)/mediúnica (instrumento pelo qual a prática religiosa se faz presente, especificamente, a incorporação) que agrega elementos de bases africanas (culto aos Orixás e ao espírito dos antepassados: Pretos-Velhos), indígenas (Caboclos), que recebeu influência oriental (indiana, inerente à reencarnação, o kharma e o dharma), e adquiriu elementos do cristianismo (judaísmo) como a caridade, o auxilio ao próximo e outros ditos por Jesus Cristo que no sincretismo religioso (associação dos Santos Católicos aos Orixás africanos) consideramos como o Orixá Oxalá.